VII Encontro Internacional 

Atenção: o prazo para a apresentação dos resumos de artigos é prorrogado até 31 de julho de 2019!

 

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VII Encontro Internacional “A Economia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores”

Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), Guararema – São Paulo

25 a 29 de setembro de 2019

 

I.- Antecedentes

Desde 2007, o Encontro Internacional “La Economia dos Trabalhadores” se realiza a cada dois anos, articulando um espaço de debate entre trabalhadoras, trabalhadores, militantes sociais e políticos, intelectuais e acadêmicos sobre os problemas e as potencialidades do que temos denominado a “Economia dos Trabalhadores”, baseada na autogestão e na defesa dos direitos e interesses da população que vive do seu trabalho, nas condições atuais do capitalismo mundializado. Neste encontro, as experiências de autogestão geradas pelos povos sul-americanos, como as empresas recuperadas da Argentina, Uruguai e Brasil, os movimentos cooperativistas de trabalhadoras e trabalhadores urbanos, rurais e quilombolas, as experiências de controle operário e cogestão da Venezuela Bolivariana, que tem recebido o nome de Economia Social, Solidária, ou comunal. No plano mundial, a ofensiva do capital também resultou no fechamento de fábricas, desemprego e surgimento de iniciativas de cooperativismo, associativismo, autogestão e comercialização que serão tratadas no VII Encontro.

Uma discussão sobre estes temas se faz cada vez mais necessária: novos e velhos problemas da classe trabalhadora, atualizados a estes tempos de hegemonia neoliberal, devem ser rediscutidos e atualizados. Também merece destaque a ofensiva ultraliberal que varreu a América Latina, a nova geopolítica regional, os golpes de Estado de novo tipo e o profundo retrocesso social.

Foram realizados 6 Encontros Internacionais, nos quais participaram companheiros e companheiras de cerca de 30 países da América, Europa, África e Oceania, em Buenos  Aires (2007 e 2009), Cidade do México (2011), João Pessoa (2013), Falcón (Venezuela, 2015) e Pigüé (Argentina, 2017).

No encontro de 2013 foi decidido que seriam organizados encontros por regiões de dois em dois anos, de maneira intercalada ao encontro internacional. Com grande êxito realizaram-se estes encontros regionais na Europa e Mediterrâneo, na fábrica recuperada Fralib, em Gémenos, Marselha\França (2014); na fábrica recuperada Vio.Me, em Tesalónica, Grécia (2016); e na RiMaflow de Milano, Italia (2019). Também ocorreu o Encontro Sul-Americano em uma fábrica recuperada argentina, Textiles Pigüé (2014); em Montevideo, Uruguai (2016) e após em Santiago de Chile em 2018. O restante encontro regional, correspondente a América do Norte, Central e Caribe, se desenvolveu as três vezes na Cidade do México em 2014, 2016 e 2018, o último deles nas instalações da Cooperativa Luz y Fuerza del Centro, resultado de uma grande luta do Sindicato Mexicano de Electricistas. O Encontro “A Economia dos Trabalhadores” não é só um espaço de debate, mas também um compromisso com as lutas da classe trabalhadora e dos povos do mundo.
II.- Fundamentação

Nos países do chamado Terceiro Mundo, especialmente na América Latina, muitos movimentos sociais, organizações populares e movimentos de trabalhadores vêm desenvolvendo processos de organização de base que em muitos casos têm se expressado na autogestão de unidades econômicas produtivas ou de serviços, como é o caso das empresas recuperadas pelos seus trabalhadores e outras formas de cogestão, controle operário e autogestão do trabalho, tanto urbanas quanto rurais. Em alguns casos, estes movimentos populares conseguiram ter influência em nível governamental, colocando a questão do papel dos Estados como possíveis potencializadores destes processos enquanto objeto de disputa e aparato do poder tradicional, e colocando em debate novamente a relação entre este poder estatal e a autonomia do movimento popular. A nova etapa de ofensiva neoliberal e fascista provocou um importante retrocesso dessas políticas e ameaça a sobrevivência das experiências da economia dos trabalhadores e trabalhadoras, especialmente enquanto a sua capacidade económica para agir no contexto do mercado capitalista e sua influência na política pública.

O Encontro Internacional “A Economia dos Trabalhadores” busca colocar estas questões e outras relacionadas com a luta dos trabalhadores e trabalhadoras em debate entre diferentes perspectivas e contextos regionais, nacionais e internacionais, articulando o mundo acadêmico comprometido com estas lutas com os trabalhadores e militantes sociais. Busca criar assim um espaço de debate que vem se desenvolvendo desde a perspectiva das experiências de autogestão econômica dos trabalhadores como ponto de partida. Empresas recuperadas, experiências de autogestão do trabalho, cooperativas, movimentos sociais, correntes políticas e intelectuais, entre outros, estamos desenvolvendo este encontro do qual tem participado em suas sucessivas edições representantes de mais de 30 países.

Reiteramos aqui o que indicamos nos documentos de convocatória anteriores: ainda que de forma desigual e não hegemônica, os distintos setores e expressões de uma classe trabalhadora cada vez mais diversificada já apresentam alternativas que não se limitam a esfera econômica, mas também alcançam esferas que permitem vislumbrar um forte envolvimento com processos culturais que, baseados em relações não capitalistas, dão como resultado espaços onde se podem rediscutir relações internas de poder e gênero, assim como a relação com a comunidade. Estes processo, presentes em fábricas recuperadas e empreendimentos autogestionários incipientes, permitem vislumbrar que os trabalhadores e trabalhadoras a partir do planejamento consciente podem apresentar a humanidade um modelo alternativo ao capitalismo.

Diante disso, a proposta do VII Encontro “A Economia das Trabalhadoras e Trabalhadores” é desenvolver uma sistematização baseada nas experiências, tanto em crítica e resistência a gestão da economia pelos capitalistas, como na formação de próprias formas de condução a partir da classe trabalhadora.

 

III.- Modalidade: Áreas de Conhecimento

O VII Encontro Internacional a ser realizado em São Paulo-ENFF se organizará nos seguintes Eixos Temáticos:

  1. Análise política e econômica da crise do capitalismo global
  2. A Autogestão como prática e como projeto alternativo
  3. Desafios do sindicalismo e de outras formas de organização dos trabalhadores

assalariados no capitalismo neoliberal global

  1. Precarização e informalização do trabalho: exclusão, inclusão ou reformulação

das formas de trabalho no capitalismo global?

  1. A Economia das/os trabalhadoras/es na perspectiva de gênero
  2. O debate sobre tecnologia na economia dos trabalhadores/as
  3. Estado e políticas públicas na economia dos/as trabalhadoras/es
  4. Educação popular e produção de saberes na economia dos/as trabalhadoras/es

 

IV.- Metodologia do Encontro

Ao longo dos diferentes Encontros Internacionais e Regionais, tem se desenvolvido uma metodologia de debate e coordenação que se organiza em diferentes instâncias que tem a finalidade de facilitar a participação e a discussão profunda dos eixos detalhados acima. Os eixos têm o objetivo de organizar o debate, porém não limitam as possibilidades aos temas estritamente explicitados. As distintas instâncias de discussão são: mesas com expositores selecionados pelo comitê organizador local e internacional; mesas de trabalho com publicações e temas especiais; e comissões de trabalho. Além do mais, espaços com atividades culturais relacionadas.

1.- Mesas Expositivas: São mesas com expositores convidados pela organização de acordo com os temas. Organizam-se a partir dos eixos e se tenta combinar expositores nacionais com internacionais, trabalhadores manuais e intelectuais, mulheres e homens, de acordo com o tema. Em cada mesa existe um tempo para as exposições e perguntas ou intervenções dos participantes. As mesas são em um espaço central e não se sobrepõem a outras atividades.

2.- Mesas de trabalho: organizam-se por eixos e são simultâneas. Nas mesas se agrupam as publicações apresentadas e as exposições de trabalhadores e trabalhadoras sobre suas experiências (sem a necessidade de publicação escrita, porém com uma breve síntese do conteúdo).

3.- Comissões de Trabalho: são espaços abertos de discussão sem expositores pré-determinados, sobre os eixos temáticos do encontro. Alimentam-se dos conteúdos expostos nas mesas expositivas e de trabalho.

  1. – Oficinas: são espaços de trabalho sobre temáticas e propostas específicas com uma metodologia participativa, também organizada seguindo os eixos temáticos do encontro.

 

 

V – Prazos:

1.- Prazo para a apresentação dos resumos de artigos: 31 de julho de 2019

Envio dos resumos para 7ecotrab@gmail.com

2.- Prazo para apresentação de Oficinas, Comissões de Trabalho e Mesas de Trabalho: 15 de julho de 2019

3- Prazo para apresentação dos artigos completos: 15 de agosto

3.- Os artigos completos podem ser apresentados preferencialmente em espanhol, inglês, francês ou português.

Normas: Tamanho até 15 páginas, Espaçamento 1,5, Letra Times New Roman

Aqueles que desejarem Certificado emitido pela UNESP deverão fazer sua inscrição no site da UNESP que será enviado posteriormente e este vai custar R$ 20.

[Informações para inscrição no site da UNESP serão enviadas em julho]

4.- Prazo para Reserva de Hospedagem na ENFF: 15 de julho

5.- Prazo para Reserva de Hospedagem no Sítio próximo a ENFF: 15 de agosto

 

 

Inscrições

Preenchimento do Formulário VII Encontro Internacional “A Economia das trabalhadoras e trabalhadores”

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSej7BL4NxKDf8idUt0knlfl4ZHIGTH6CoC-iNJk0AKo-O8wMQ/viewform?vc=0&c=0&w=1

 

VII – Sede do Encontro

O VII Encontro Internacional será realizado na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) em Guararema São Paulo.

+- 45 Km do Aeroporto Internacional de Guarulhos

Trata-se de um Centro de Formação para Movimentos Sociais, feito pelos trabalhadores do Brasil inteiro, com uma arquitetura adequada e processo de trabalho autogestionário.

A ENFF fica em Guararema, na Rodovia Presidente Dutra.

Possui quartos para 100 pessoas, espaço para 20 pessoas acamparem, banheiros, 3 Auditórios (para 250, 110 pessoas, e 80 pessoas), salas de reunião, 4 salas de aula, uma quadra de esporte, um restaurante para 150 pessoas, 3 quiosques, uma sala de atividades culturais e um espaço para crianças. A capacidade máxima da ENFF durante o dia é de 250 pessoas.

Trata-se de um Centro de Formação para Movimentos Sociais, feito pelos trabalhadores do Brasil inteiro, com uma arquitetura adequada e processo de trabalho autogestionário.

 

Custos da Escola Nacional Florestan Fernandes

Valor para hospedar-se: R$ 80 (+- 25 dólares) por dia. Neste valor está incluso café da manhã, almoço, jantar e hospedagem.

O valor do Real é aproximadamente R$ 3,8=1 U$S.

Valor para passar o dia (com almoço, lanche da tarde e jantar): R$ 35

Prazo para Reserva de Hospedagem na ENFF: 5 de agosto

 

Sítio a 2 km da ENFF

A 2km  da ENFF há uma pousada que comporta 100 pessoas

O valor da diária é R$80 com café da manhã.

Prazo para Reserva de Hospedagem: 15 de agosto

 

Hospedagem Solidária em Guarulhos, Jacareí e São José dos Campos

Caso o número de participantes seja maior que 200, a equipe organizadora vai providenciar Hospedagem Solidária na casa de trabalhadoras e trabalhadores nas Cidades de Guarulhos, Jacareí e São José dos Campos.

 

Hotéis em Jacareí e São José dos Campos

As cidades mais próximas da ENFF chamam-se Jacareí e São José dos Campos.

Estão a cerca de 30km de distância da ENFF.

Em breve iremos passar a relação de Hotéis dessa cidade.

 

VII – Comité Organizador no Brasil

GPOD-UNESP

SOLTEC/NIDES – UFRJ

LABOR/UFRPE

GPERT

ITCP – USP

MST São Paulo

NESOL- UFT

UFMS

UNISOL

UCPEL

Universidade da Cidadania

Apoio

ENFF- Escola Nacional Florestan Fernandes

UNESP – Universidade Estadual Paulista

NESOL – UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro

UNISOL

 

 

Equipe de Apoio Técnico

Lucca Perez

Hector Melean

Maria Pessoa

 

Comitê Organizador Internacional

Argentina: Programa Facultad Abierta (Fac. de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires); Cooperativa de Trabajo Textiles Pigüé; FEDECABA; FACTA; ACTRA; Red Gráfica Cooperativa; Cooperativa 19 de diciembre, Casa de los Trabajadores (Córdoba); IDELCOOP; Programa Relación Capital-Trabajo Ciecs-Conicet, Universidad Nacional de Córdoba; Carrera de Relaciones del Trabajo, Universidad Nacional Arturo Jauretche; Instituto de Ciencias Antropológicas (FFyL-UBA); Red TISA-Universidad Nacional de Quilmes; Asociación Civil; Cátedra Libre de Fábricas Recuperadas de la Universidad Nacional de La Plata; Centro Cultural de la Cooperación “Floreal Gorini”, Programa de Articulación Territorial-Universidad Nacional de San Martín (UNSAM) ,

Italia: fábricas recuperadas RiMaflow y Officine Zero.

Francia: Asociación por la Autogestión; Union Syndicale Solidaires

Canadá: Centre for Learning, Social Economy & Work de la Universidad de Toronto

Toronto Airport Workers’ Council

Colombia: Federación Nacional de Trabajadores del Estado, los Servicios Públicos y la Comunidad, ÚNETE

Chile: TRASOL

Venezuela: Movimiento Nacional por el Control Obrero; Plataforma de Lucha de los Consejos Socialistas de Trabajadores; Movimiento Uníos.

México: Área de Estudios del Trabajo y Departamento de Relaciones Sociales de la Universidad Autónoma Metropolitana-Xochimilco; Colectivo de Cooperativas de la Nueva Central de Trabajadores; Centro para la Justicia Global A.C. en San Miguel de Allende; Trabajadores Democráticos de Occidente Sociedad Cooperativa (TRADOC); Coop. LF del Centro; Sindicato Mexicano de Electricistas (SME); Programa de Autogestión Cooperativa (PAC) de la Universidad Autónoma de la Ciudad de México;

Uruguay: Centro de Formación y Documentación en Procesos Autogestionarios: Red temática de Economía Social y Solidaria de la Universidad de la República; Asociación Nacional de Empresas Recuperadas por sus Trabajadores; Federación de Cooperativas de Producción del Uruguay (ANERT); Instituto Cuesta Duarte, Espacio de Autogestión y Plenario Intersindical de Trabajadores – Convención Nacional de Trabajadores (PIT CNT); Federación Uruguaya de Cooperativas de Vivienda y Ayuda Mutua (FUCVAM) y Coordinadora Nacional de Economía Solidaria.

Grecia: Fábrica Recuperada Vio.Me; Cooperativa Pagkaki; Enallaktiki-drasi (Acción Alternativa para la Calidad de Vida).

Croacia: Organisation for Workers’ Initiative & Democratization

China: Chinese Working Women Network

Sudáfrica: The Community Healing Network

Internacional: Workerscontrol.net

 

Contato Comitê Organizador Internacional:
Informações, inscrições e envio de propostas para 7ecotrab@gmail.com

 

 

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